Mar 5, 2014

O peso da primeira impressão e a ilusão da empatia

Conheces alguém pela primeira vez, nunca a tinhas visto antes e simpatizas com ela. Umas pessoas transmitem-te algo de bom e fazem-te sentir bem e outras por seu turno, com quem nem te apetece cruzar o olhar. O que raio é isto?
Algumas pessoas dizem que são as primeiras palavras, outras a postura corporal, outras a maneira de vestir ou o aspeto. Seja como for, odeias ou gostas de alguém logo nos primeiros instantes sem essa pessoa fazer nada ou quase nada.
Isto é lixado! Estás numa entrevista de emprego ou num bar e sem mexeres uma palha a outra pessoa manda-te logo à viola. Então e como mudar isto? Mudar o “look”, sorrir e manter uma postura de afável. Se calhar, pode ser este o segredo pelo qual algumas pessoas são amadas por todos e outras um bicho-do-mato. Se for verdade e dominares estas técnicas tens o mundo nas tuas mãos.
Eu acredito que sim e na história, grandes ditadores como o Hitler possuíam estas técnicas e outras mais senão não levariam milhares de pessoas a fazer absurdos apenas porque eles queriam. Considero isto uma espécie de, lado negro da inteligência emocional: sabem como chegar, cativar, reconhecer o que o outro sente e manipula o que querem fazer. Há os que dominam e os que são dominados.

Voltando ao nosso dia-a-dia, para dominar as técnicas da empatia e do causar uma boa impressão, implica por vezes deixar de ser nós mesmos por instantes. Ninguém pensando apenas em si consegue chegar ao outro. Portanto, se vão conhecer alguém, não se dêem logo por todo com a ansiedade de serem logo os melhores amigos. Selecionem no vosso “todo”, aquilo o que a outra parte precisa de saber de início. É como soltar o ar de um balão aos poucos para ele não fugir das vossas mãos. 

2 comments:

Phil said...

Nisso sou impossivel, super transparente e é logo ou amam ou odeiam :(

Diário de um Anjo said...

Tem vantagens e inconvenientes. Eu também sou como tu mas também já aprendi que por vezes mostrar demasiado perco oportunidades