Feb 14, 2013

Love pig


Há muito mas muito tempo atrás, dois porquinhos encontraram-se numa reunião de animais da floresta. O acaso sentou-os lado a lado para aprenderem a realizar algumas tarefas necessárias à comunidade. Simpatizaram logo um com o outro e ficaram amigos.
A reunião passou e cada um seguiu para o seu canto regressando à sua vida. Os dias passaram, os meses correram e apenas se encontravam em ocasiões sociais.
A empatia era tanta, que sempre que estavam juntos no mesmo local sentavam-se um junto ao outro. Estivesse quem estivesse. Ficavam horas a falar como se o mundo à volta não existisse. Eles, naqueles momentos, criavam o seu próprio mundo, o seu próprio tempo e nada mais interessava.
Certo dia, no meio da floresta ela procurava cogumelos e ele chafurdava à procura de raízes para comer. Estavam de cabeça baixa a farejar as folhas secas e a terra e não tiveram consciência que estavam os dois na mesma clareira e iam exactamente em direcção um do outro. Algo os aproximava. Seria o destino ou a mão de algo transcendente, no entanto, continuavam sem sentir a presença mútua mas a caminhar.
De repente, os seus focinhos tocaram-se. Assustaram-se, deram um passo atrás. Olharam olhos nos olhos e sem falarem juntaram-se novamente. Não foram preciso, palavras nem gestos para formalizarem a união que o universo já há muito tempo tentava fazer.
Desde ai, nunca mais se largaram. Onde vai um, vai o outro. Ainda hoje, caminham lado a lado pelas clareiras e entre os ramos da floresta, enfrentando os percalços e aventuras da vida. De vez em quando, param e olham um para o outro com uma cumplicidade inigualável que os faz sorrir de alegria e felicidade.

1 comment:

Paula Nogueira Guerra said...

Porque a vida nunca erra :)
E o que tem de ser tem muita força!

Um beijinho cheio de carinho e amor xxxx