Mar 31, 2014

Achar um objeto num armário - Processo mental e diferenciador entre sexos

-Vai ao armário e traz-me o arroz! – Diz o elemento feminino
-Qual arroz? Não vejo pacote nenhum! – Responde o macho.
A mulher desloca-se, chega ao pé do armário e por ato de magia encontra o pacote mesmo ali, ao pé do esparguete.
-Não vi! – Constata o macho, que fica surpreendido por não ter visto algo que estava mesmo à sua frente.
Porque é isto acontece?
Estão neste momento a pensar as mulheres:
“-Ora, porque os homens são pitosgas!”
Os elementos masculinos:
“-No meio daquela confusão toda quem é que encontra algo? Só quem arrumou é claro!”
A culpa não é de quem arrumou nem da visão masculina. É sim culpa dos genes! Eles estão programados para “caçar” e encontrar algo objetivamente e as mulheres para recolher algo entre um emaranhado de coisas, como os seus antepassados apanhavam fruta!

Assim sendo, meninas não se chateiem com eles! Ao invés disso peçam-lhe para serem eles a arrumar os armários pois são exímios em termos de visão espacial. Assim quando quiserem o arrozinho é só pedir;)

Mar 26, 2014

Maquiavelismo em cor-de-rosa

Hoje, vou falar de um tema sobre o qual que me questiono já alguns anos e ,que sem qualquer base científica e apenas empírica da minha experiência de vida passo a chamar: Maquiavelismo Feminino.
As mulheres, principalmente umas com as outras, são mentirosas, manipuladoras, estrategas e maléficas.
Vamos pensar em cada um dos pontos. Alguma mulher diz o que pensa a outra quando esta lhe pergunta se gosta da última peça de roupa que comprou? A resposta é: raramente.
Sendo eu mulher, vou-lhes explicar o que se passa pela minha cabeça quando outra fêmea me pergunta isso. Se a peça é bonita desperta um bocadinho de inveja se é feia desperta a má-língua. O que dizemos sempre:
-Ah é muito gira! Fica-te muito bem!
E se for gira, acrescentamos:
-Onde compraste?
Não pensem que é para comprar outra igual, porque jamais uma mulher quer ter uma peça de roupa igual a outra com quem se pode cruzar, é apenas para ir lá ver se existe outro modelo ainda mais giro e para avaliar o nível de preços da loja. O objetivo desta última informação é: a má-língua, novamente, pois terei que mais à frente comentar isto com outra fêmea e poderá ser motivo para criticar o despesismo da que comprou agora a roupa.
Agora vamos pensar no segundo ponto: a capacidade manipuladora das mulheres. Imaginem que uma mulher quer que outra a chame para jantar porque não lhe apetece cozinhar. Será que diz isso mesmo? Nem pensar! Usa aquilo o que qualquer uma adora saber: a vida dos outros e liga-lhe a dizer que precisa de desabafar. Lá está! Jantar garantido à borla e sem necessidade de lavar a louça.
Esta capacidade aliada à sua visão estratégica é extremamente perigosa. Não se esqueçam que na pré-história as mulheres era recolectoras de fruta e tinham que definir um caminho mais rápido para lá chegar antes das outras! Portanto, nenhuma age na maioria dos casos por instinto. Uma ação é previamente pensada tendo em conta a reação.

Todas estas características tornam as mulheres muito más umas com as outras quer as conheçam quer não. Basta pensarem, no exemplo de se alguma vez viram uma mulher, no trânsito, deixar passar outra a frente. Jamais! Nem olham para o lado!

Mar 17, 2014

Conversa com o meu dedo grande do pé

-Olá! Estou muito triste e resolvi fazer-te companhia. Admirar-te! Estou a ver como estás! Precisas de alguma coisa?
-Se precisasse de alguma coisa queixava-me!
-Ah, ok! Deixa-me ficar aqui a olhar para ti!
-Agradeço mas, não tens que olhar em frente para caminhar?
-Teria se eu não tivesse medo do caminho para onde me levam.
-Hum! Então se tens medo porque não paras!
-Não posso! Tenho que seguir! Não quero é ver o que me espera!
-Então, se não podes parar e não queres ver para onde vais, adianta estares a olhar para mim? Mais cedo ou mais tarde vais ter que enfrentar o teu destino!
-Sinto que vou sofrer!
-Olha, se vais então mais vale olhar em frente. Faz como eu!
-O que fazes?

-Não é por prever que vou dar um pontapé numa pedra e não poder evitar que deixo de o fazer. Estou agarrado ao pé. Mas olha, mesmo doendo continuo cá, a caminhar sempre em frente.

Mar 10, 2014

A teoria do meu próprio umbigo

É verdade o umbigo do diário, aliás como quase tudo em si e à sua volta, tem vida própria e possui opinião, pelo menos na sua imaginação:). Esta parte central do meu corpo tem o péssimo hábito de achar que tudo o que acontece à sua volta é por sua causa. Digamos que possuo um umbigo com uma espécie de teoria da conspiração.
Algumas pessoas possuem um umbigo egocêntrico, achando-se sempre melhor que os outros. Outros possuem um com complexo de inferioridade, escondendo-se sempre. O meu não é nada disto. Digamos que ele faz o papel do diabinho que fala à orelha quando algo acontece:
-Olha que ele está-te a enganar! – Diz-me ele vezes e vezes sem conta.
Isto é lixado! É que, enquanto o egocêntrico ignora o que se passa à sua volta porque se acha superior, que é mau mas o meu vive com uma “gabardina vestida e uma lupa a observar o meio ambiente, à procura de pistas sobre um atentado à sua própria existência ou aos que o rodeiam”.

Que cansativo! Qualquer dia mando o CV dele para Hollywood! Pode ser que se inspirem nele e façam uma série de espionagem, tipo: The strangest cases of the Belly Button.

Mar 7, 2014

A teoria de um par de botas

Duas botas viviam juntas nos pés de um velhote. O senhor nunca calçava outro tipo de calçado. O dinheiro não era muito.
Certo dia a bota esquerda acordou com um buraco. O seu dono reparou no estrago mas não havia nada a fazer senão evitar as poças para não molhar os pés.
As duas botas habituadas a serem totalmente iguais lá continuaram. Sempre que a esquerda andava mais devagar a da direita esperava.
Cansado da situação, o dono juntou dinheiro e mandou fazer um remendo na bota estragada. Nesse dia numa caminhada, o velhote ganhou confiança e subiu pedras, saltou poças e deu pontapés em paus.
A aventura foi tanta que a bota da direita, sem qualquer proteção extra ficou também com um buraco.
O dono muito chateado e triste pois já não tinha mais possibilidades de mandar remendar a segunda bota voltou ao seu ritmo e limitações anteriores.
Nessa noite estava muito cansado de tanta agitação e ao calor da lareira retirou as botas para apanhar calor nos pés. De repente, ouviu uma voz:
-Doente tu, estiveste e eu por ti esperei! Curada tu, ficaste e eu me magoei!
Olhou em volta e não viu ninguém. Pensou que fosse o vento lá fora.
-Doente tu, estiveste e eu por ti esperei! Curada tu, ficaste e eu me magoei!
Baixou o olhar e viu que quem falava era a bota estragada. Não queria acreditar.
-Estou a ficar doido! – Pensou.
-Doido não estás e louco não ficaste!
Outra voz soou no silêncio:
-Triste eu estava por te travar! Feliz eu fiquei por te acompanhar!
O velhote cabeceou e acordou. Olhou para as suas botas e elas ali estavam esquecidas.
Tomou consciência que estava a sonhar. Concentrou o olhar na lareira e pensou: as botas são iguais e sempre viveram felizes até uma delas adoecer. As limitações de uma foram acompanhadas pela outra. A bota sã esperou pela outra sempre. Quando uma das botas foi remendada ficou tão feliz que quis tanto compensar a outra por todas limitações passadas que caiu no exagero.


A verdadeira ajuda é dada e não recompensada.

Mar 6, 2014

Um galho para ti outro para mim, nós os macacos

Nós vivemos em sociedade e por mais que achemos que, todos podemos conviver com todos, a realidade nem sempre é assim.
Imaginem uma árvore com macaquinhos. Os que estão lá em cima nem sequer costumam olhar para os que estão cá em baixo. Os dos primeiros níveis podem até tentar falar mas são logo segregados e postos no seu lugar.
Os humanos também continuam a ter este instinto de macaco. Aliás os que estão no topo e por acaso dizem “bom dia” ao subir a árvore, todos os dias, a todos os outros não são levados muito a sério.
Estarão neste momento a pensar que estou a ser cruel porque os humanos caracterizam-se pela humanização, logo por uma consciência e preocupação pelos outros. Será mesmo assim?
O mesmo principio se verifica quando alguém sai do meio aonde está para outro, por ex: muda de emprego ou de namorado/a. Os amigos do companheiro/a ou os colegas continuam a falar-lhe? Se o macaco mudou de árvore acabam por se afastar…

É só olharem para trás no tempo e pensarem quantas árvores já fizeram parte, quantas vezes mudaram e já agora se falam com todos os macaquinhos dos galhos inferiores…

Mar 5, 2014

O peso da primeira impressão e a ilusão da empatia

Conheces alguém pela primeira vez, nunca a tinhas visto antes e simpatizas com ela. Umas pessoas transmitem-te algo de bom e fazem-te sentir bem e outras por seu turno, com quem nem te apetece cruzar o olhar. O que raio é isto?
Algumas pessoas dizem que são as primeiras palavras, outras a postura corporal, outras a maneira de vestir ou o aspeto. Seja como for, odeias ou gostas de alguém logo nos primeiros instantes sem essa pessoa fazer nada ou quase nada.
Isto é lixado! Estás numa entrevista de emprego ou num bar e sem mexeres uma palha a outra pessoa manda-te logo à viola. Então e como mudar isto? Mudar o “look”, sorrir e manter uma postura de afável. Se calhar, pode ser este o segredo pelo qual algumas pessoas são amadas por todos e outras um bicho-do-mato. Se for verdade e dominares estas técnicas tens o mundo nas tuas mãos.
Eu acredito que sim e na história, grandes ditadores como o Hitler possuíam estas técnicas e outras mais senão não levariam milhares de pessoas a fazer absurdos apenas porque eles queriam. Considero isto uma espécie de, lado negro da inteligência emocional: sabem como chegar, cativar, reconhecer o que o outro sente e manipula o que querem fazer. Há os que dominam e os que são dominados.

Voltando ao nosso dia-a-dia, para dominar as técnicas da empatia e do causar uma boa impressão, implica por vezes deixar de ser nós mesmos por instantes. Ninguém pensando apenas em si consegue chegar ao outro. Portanto, se vão conhecer alguém, não se dêem logo por todo com a ansiedade de serem logo os melhores amigos. Selecionem no vosso “todo”, aquilo o que a outra parte precisa de saber de início. É como soltar o ar de um balão aos poucos para ele não fugir das vossas mãos. 

Mar 4, 2014

Ai vem o Jejum, ou já veio?

Carnaval, em latim "carne vale" (não é uma promoção de nenhum hipermercado, nem um vale de compras), ou seja, adeus à carne antecede a Quaresma (o período até à Páscoa e não o jogador do FC Porto), aonde, segundo a igreja católica, existiam 40 dias de jejum (não imposta pela troika, logo apenas restringido a um determinado período).

O adeus à carne é comemorado por um grande festim dedicado aos prazeres da carne (agora percebo as meninas desprovidas de roupa a dançar o samba).

O Carnaval é usado para, de certa forma, exorcizar e satirizar todos os campos da atualidade e sempre o foi ao longo do tempo. Admiro a criatividade dos organizadores dos desfiles, no entanto, depois de alguns anos a ver os carros alegóricos reparo que, no fundo no fundo, e dada a teoria de evolução humana (errar, aprender e voltar a fazer o mesmo para não esquecer) alguns deles só precisam de um ligeiro ajuste.


Após elaborar uma pesquisa no tempo (na internet), deparei-me com uma fotografia do meu cartoonista português preferido: Rafael Bordalo Pinheiro em que podemos comprovar a evolução da sociedade, no nosso caso a portuguesa. Se eu visse este carro alegórico hoje, apenas fazia umas  atualizações: pintava a cores e tirava o "l" de alegórico.

Mar 3, 2014

Estupidez Humana

Estupidez ignorante que te tapa a visão,
Te adormece o pensamento e te ofusca alma.
Vives por viver, corres porque todos correm,
Tens o que aquele têm ou cobiças o que o outro deseja.
Pobre Homem, caminhas pelas ruas,
Orientado por um sonho que alguém te vendeu,
Movido por um ser alguém que, ninguém o é realmente.
Olhas-te no espelho e orgulhas-te do que julgas ser beleza,
Ignorando o que deverias, sempre, querer, em ti, aperfeiçoar.

Eu vou mas olhem que as vezes...:)

As regras de boa educação recomendam que os senhores deixem passar primeiro as senhoras quando ambos entram num sítio. 
Eu, pessoalmente, tenho uma teoria: resquícios de uma altura em que a mulher era tratada a nível inferior, assim sendo, se é para entrar num local novo, desconhecido, que entrem elas primeiro, de qualquer forma não fazem tanta falta.
Este meu raciocínio também se aplica nas subidas das escadas, em que no Dicionário de Bons Costumes, das princesas Alexandra Borghesi e Gloria von Taxis é recomendado que: «Subindo escadas, o homem segue a senhora; descendo, precede-a, de maneira a ele estar em condições de a ajudar». Ora, a subir, os senhores tem a possibilidade de observar as pernas, podendo auxiliar a senhora na queda, segurando-a nos “locais” certos, enquanto nas descidas, sempre mais fácil, vão em primeiro.

Independente como acho que sou, sempre que me vejo em ambas as situações agradeço sempre que o fazem e lá vou eu em frente mas meus senhores confesso que em locais novos: Eu tenho medo!:)

Feb 28, 2014

Timming de estrela

Tudo na vida é uma questão de sorte!
Mesmo os mais corajosos e determinados são-no porque, já à partida, tiveram sorte ao nascer. São raros os exemplos de crianças que têm o azar de vir ao mundo num país subdesenvolvido ou numa família desestruturada ou ausente que terão uma vida feliz.
Quando alguém diz que tu és o resultado das tuas escolhas não está 100 % correto pois há fatores determinantes que condicionam a nossa existência logo à partida.
Há ainda outro aspecto que eu chamo de: “Timming”. Chegar aos sítios na hora certa e conhecer as pessoas no minuto oportuno! Isto é válido quer para a vida pessoal quer para a profissional. Neste campo então é marcante! Se pensarmos bem e olharmos, por exemplo, para ex-colegas da escola, com a mesma formação e idade e nos questionarmos porque é que uns possuem cargos de direção e outros continuam numa vida de assalariados.
Esta “altura certa” poderá ser frustrante se refletirmos muito nela. Por vezes dá a sensação que existe “alguém” a brincar com os peões em tabuleiros de xadrez e só alguns fazem xeque-mate.
Duas atitudes, esses pobres assalariados tomam: continuam a lutar para chegar lá ou então deixam-se ficar, passando pela vida como breves personagens secundários de um filme em que alguém é a estrela.
Os lutadores enfrentam a frustração do tal “Timming” vezes sem conta, raros conseguem e muito desistem pois é realmente cansativo viver a vida como se tivessem sempre numa batalha. Os que se entregam vão fazer companhia às personagens secundárias. Uns deprimidos outros satisfeitos com o fato de ter ao menos tentado, possuindo papeis menores mas com uma bagagem que os conforta.

Eu prefiro pensar que todos nós somos personagens de vários filmes que se cruzam entre si e por mais que o tal mal fadado “Timming” não nos visite, num desses argumentos eu serei a atriz principal.